Flora, Allen, Ricardo, Patti, Ana

Pensei muito em fazer um post sobre o dia internacional (de luta) das mulheres, mas achei uma imagem que resume muito bem tudo que eu poderia dizer a respeito:

E hoje, meus amigos, é o dia nacional da poesia.

Passei por um processo muito louco com o estilo. Amei-o quando pré-adolescente declamando Flora Figueiredo e seus poemas fluidos e sutis e, quase sempre, românticos.

Aí chegou a adolescência, o colegial, o cursinho, Macunaíma e as prosas rebuscadas. O deleite Machadiano que os professores inflam em nós (com razão). Nesse meio tempo a poesia não só ficou de lado como acabou se tornando tediosa e melancólica demais pro meu gosto.

Mas a fase durou pouco. Veio uma paixão arrebatadora por Allen Ginsberg (e seu incrível “please master”) e mergulhei de cabeça no beat generation. Mas eu era preguiçosa e, sobretudo, dispersa. Cada novo interesse praticamente anulava o anterior (adolescência é isso?). Acabei me encontrando com J.R.R.Tolkien, um das minhas maiores paixões até hoje, e esqueci a poesia durante muito tempo.

Daí conheci o blog do Ricardo Domeneck. Ele é um escritor e artista visual brasileiro, residente hoje em Berlim. Seus textos são ótimos. Além disso, suas traduções, reflexões, críticas e indicações são excelentes. Não perco um post dele. Leio até o fim e ando aprendendo, aos poucos, mais sobre essa paixão pré-adolescente que só vem amadurecendo dentro de mim.

Veio também, quase ao mesmo tempo, o livro de Patti Smith em homenagem ao seu amigo Robert Mapplethorpe.

Em várias passagens, Patti narra o processo de construção da sua vida e, em paralelo, das músicas e das poesias que criava para si e para seu grande amante/amigo. Não posso negar a importância dessa leitura (e devo isso principalmente ao meu melhor amigo, L.) porque ela reforçou ainda mais a minha profunda admiração pela poesia e  por aqueles que se dedicam ao gênero.

E, para encerrar esse post meloso, Ana Cristina Cesar. Seu livro “Correspondência Incompleta” é um dos próximos da minha lista.

Um Beijo
que tivesse um blue.
Isto é
imitasse feliz a delicadeza, a sua,
assim como um tropeço
que mergulha surdamente
no reino expresso
do prazer.
Espio sem um ai
as evoluções do teu confronto
à minha sombra
desde a escolha
debruçada no menu;
um peixe grelhado
um namorado
uma água
sem gás
de decolagem:
leitor embevecido
talvez ensurdecido
“ao sucesso”
diria meu censor
“à escuta”
diria meu amor

Gente, eu sou muito estranha

Eu choro (contida, é verdade. e vou ao banheiro correndo pra disfarçar) lendo poemas.

Como eu me emociono. Como eu sou emocionável.

É uma linha tão tênue: estar entre o sensível e o patético.

Vamos atualizar: não vejo problemas em chorar lendo poemas. Mas quando você começa a chorar loucamente lendo um poema na mesa de trabalho…

Atualizando: Tenho que segurar a emoção. [mantra da minha vida]

Pequenos Grandes Dramas Privados n1

moi não dá conta:

Em casa:

1. Guardar o secador antes de sair pro trabalho, porque né? Tamo sempre correndo;

2. Guardar a roupa que não será usada, mas que ficou jogada em cima da cama junto com as outras opções descartadas;

3. Tirar os anéis dos dedos, os brincos das orelhas e as pulseiras dos pulsos e guardá-las em seus lugares de direito;

4. Comer tudo que se compra para não estragar (ou comprar menos);

5. Fez a janta, lava-se a louça;

Na vida:

6. Ler em casa e não só no ônibus ou na hora do almoço;

7. Dar mais atenção para as minhas taras de alma de uma mulher jovem, mas já balzaquiana: poesia e fotografia;

8. Mandar mais gente tomar no cu quando elas merecem;

9. Ir em, no mínimo, duas exposições por mês e ver, ao menos, um filme por semana;

A VERDADE:

10. Tratar de, ao fazer listas, que elas sejam úteis.

O apocalipse dos alternativos

Aquela fase louca da Boa Forma durou, obviamente, um post. Foi engraçado escrever sobre, ver uma perspectiva fútil da minha situação, mas né? Nah.

Quero me cuidar, mas não já me conformei que não vou perder meu estilo menina-que-tem-preguiça-de-escolher-roupa-antes-das-dez-a.m tão cedo.

Não daria conta de uma coisa no estilo “um ano sem zara”. Não porque eu não encararia ficar um ano sem comprar roupinhas (ha ha ha), mas sim porque, vamos combinar? Quem se monta daquele jeito e ainda posa na frente de uma câmera DE MANHÃ, antes de trabalhar?

O dia que eu fizer isso, podem dar conta, não vai ter calendário Maia que previna o fim do mundo, vai ser nesse dia. Pragas, caniventes, Gianecchini hetero… tudo vai cair do céu! Não vai sobrar ninguém pra contar história. Nem eu. Ou seja, não farei porque me preocupo com a humanidade.

E, falando em apocalipse, baixou o Nostradamus no meu namorado essa semana e vou dizê: foi tenso.

Tárramo subindo a Augusta quando ele olha praquele lugarzinho peculiar chamado HOT SERIA (que nome, meus amigos!) e diz “Você já pensou se o dono desse estabelecimento tem a idéia de fazer um show do Bruno e Marrone aí? Já pensou se dá certo e na semana seguinte ele, acendendo um charuto com nota de cem, ele promove um show… sei lá, do Groove Armada. Lascou.

Aquela patricinha da Vila Olímpia que dizia “ai, que horroooooooorrr a Augusta!” vai receber um telefonema do Cabeça dizendo “Ju, meu! Cê não imagiiina o novo pico na Augusta. É D+. Não cara, super seguro. É mais pra cima, meu. Não, não é perto dos putero e é um pico que a galera alternativa não vai. Chama a Ju Morena, o Du, a Cacau!”

Ficamos divagando sobre essa possibilidade. Várias 4×4 tunadas descendo a rua, enquanto mouças bem apessoadas, que nunca usaram um all star, descem dos carros. Elas olham com nojinho em volta. Mas aí chega a galera. Antes do HOT SERIA eles dão um pulo no Ibotirama. Vêem que a cerveja é tão cara e tão quente quanto nos redutos anteriores. Se sentem em casa. Descobrem o Kebabel e seu delicioso sorvete. Vêem a promoção de cerveja Brahma por R$ 4 ali no Vitrine. E que lá toca Jota Quest.

Eles vão dizer que a Augusta é muito mais careta que eles pensavam. Não tem mais ecléticos no meio do caminho até o Vegas, nem o Netão. Os “puteros” que assustavam a Ju, agora são parte do folclore alternativo. Eles invadem o Z Carniceria. Escutaremos sertanejo por toda a rua, até a Martins Fontes.

Show do David Guetta no Beco. E o fim.

O que seria de nós, pobres alternativos, se esse dia chegasse? Não falta muito, a Augusta já foi capa da VejaSP.

“Gostaria que você não chorasse”

Exatamente há um mês todos nós estávamos passando por algum tipo de ressaca, moral ou física. Fora toda a expectativa para mais um ano que começava.

Quando meu telefone tocou e eu me deparei com aquele número habitual, senti um frio na barriga sem sentido, mas sorri.

“Finalmente!”, pensei. Estava esperando por uma ligação mais animada do que a do dia anterior, quando eu recebi um “Feliz Ano Novo” confuso e choroso do meu melhor amigo, L.

Mas, para minha surpresa, ouvi uma respiração densa do seu primo que, numa distância de mais de 10 mil km, teve a função de me dizer: “Sinto muito. Sinto muito, Bruna. Minha querida. Ele deixou uma coisa gravada pra você”.

Em seguida o “clic” da gravação.

Escutei um L. muito mais calmo do que no dia anterior, capaz até de fazer uma piadinha. Sua voz estava clara, feliz. Mas, após as brincadeiras e uma breve despedida, ela começou a titubear e tornar-se taciturna, e seguiu declamando um poema:

I was working real hard
To show the world what I could do
Oh I guess I never dreamed
I’d have to
World spins some photographs
How I love to laugh when the crowd laughs
While love slips through
A theatre that is full
But oh baby
When the crowd goes home
Ant I turn realize I’m alone
I can’t believe
I had to sacrifice you

Depois veio o silêncio da fita que continuara sendo gravada, mas sem ter nada a dizer.

Subitamente a voz real voltara ao telefone “A C. também se foi. Sinto muito”

Enquanto tudo isso acontecia e antes de eu ser capaz de entender os fatos (para em seguida desabar) tudo estava suspenso pela lembrança da última coisa dita por L. quando nos vimos pela última vez: “gostaria que você não chorasse”.

“Gostaria que você não chorasse” tem sido, desde então, meu mantra.

Há um mês, no primeiro dia do ano, perdi meu melhor amigo e uma amiga muito querida no mesmo dia. Ambos se suicidaram juntos, da mesma maneira dramática como viviam suas vidas.

Eu os apresentei e os dois se amaram e se odiaram a sua maneira. Viveram poucas, mas grandes emoções juntos e a mim restou um pouco de ciúmes por não estar presente nesses momentos.

Eles eram meu L., minha C.. Tinham a mesma importância em meu coração, mas minha vida foi dedicada a eles de maneiras diferentes: a ele, mais completa. A ela, mais os momentos.

E a vida, extraordinária de todas as formas que pode ser, já havia perdido o sentido para os dois.

Eu sempre soube.

Mesmo com uma parte de mim tendo morrido também, foram eles que me ensinaram, de diversas maneiras, a sobreviver, pois doaram muito da sua alegria, do seus desejos e dos seus sonhos a mim. Me deram conselhos e me ajudaram a construir caminhos.

Ainda que seja impossível substitui-los, suas lembranças estarão sempre comigo, mantendo-os vivos dentro de mim. Tornando-se parte do que eu fui e serei, como sempre.

Além disso, há outras pessoas igualmente maravilhosas, que me dão força, apoio, inspiração e alegria.

Todo dia, L. eu lembro daquele aeroporto cheio, você suado porque o casaco de frio era completamente desnecessário (e da nossa pequena discussão anterior, quando você resolveu vesti-lo apesar dos meus protestos), segurando o passaporte com a boca, deixando-o cair em seguida, empurrando o carrinho de lado e me abraçando pra dizer: ”gostaria que você não chorasse”.

 

O azar é só dela, cada ano que passa ela fica mais velha

Estou oficialmente no inferno astral. Oba!

Isso significa que falta um mês para a comemoração dos meus 25 anos ou, em uma visão mais pessimista, meu 1/4 de século.

YAY! JÁ SOMO ADULTA!

Acontece, meu Brasil, que não faço a menor ideia de onde comemorar o regabofe.

Uma bar? Um bar e uma balada (e qual tipo)? Uma festa na casa de algum amigo (alô, você!)?

Gostaria que vocês me iluminassem. Ao contrário de muita gente, eu adoro aniversários! Adoro parabéns, mensagens cafonas, festa com a galera, fotos com flash, piadinhas sobre minha carinha de 17 anos, essas coisas. Curto mesmo.

Então, por favor, bora mandar sugestões pra moi?

Bom, o que eu queria MESMO era fazer um piquenique lá no Jardim Botânico ou seja, mais ou menos 30 km de distância pra qualquer pessoa. 90% dos meus amigos que moram aqui NUNCA foram lá. É um desaforo, ok?

É fácil de chegar, o lugar é lindo, mas eu sei que o povo tem preguiça de pegar um metrô + um ônibus pra curtir esse passeio divino, com som de bugios no cio e a nascente do Ipiranga. Tô ligada que é muito empenho, muita formiga e pouca paisagem urbana para se curtir em uma comemoração. Mas a gente pode sonhar, né? Como diria mamãe “não paga imposto mesmo”.

Tô pensando em aderir ao “vai que cola”. Despretensiosamente faço um evento no Facebook, chamo as pessoas e tal e o primeiro que responder “Jd. Botânico wtf” a gente joga o cabelo pra lado, finge que não viu e fala “nossa, galera! que tal o ZCarniceria que é pertin?”

Mas se colar, ganhei.

Aos que dirão “porran, o aniversário é seu faz o que quiser e pronto” eu respondo: “Q?”! Ainda não tenho esse poder gravitacional sobre a minha pessoa, e acho isso meio besta. Tem gente que “só pode dar uma passada”, por exemplo. Fora isso, já não tamo mais na fase de “quem me ama vem me ver”, afinal o povo tem vida e, por mais que queira dar um pulo, todas as variáveis (acesso + dinheiro) podem ir contra.

Portanto sei que dificultar o lugar é o tipo de coisa que não facilita a comemoração (hãn hãn).

Sobre presentes:

Eu, freak das internets que sou, me cadastro em tudo, mas nem sempre marco presença em todas as redes sociais onde meu login já foi agraciado. Por exemplo, depois de quase três anos, só hoje eu comecei a brincar no Polyvore. Se você tem dúvidas do que me dar de presente, aquele sapatinho Alexander McQueen é meu sonho, ok? Quase mil dólares de amor. A bolsa da Burberry (850 libras) também! hohoho

Sobre presentes, agora de verdade: só quero abraço ou um vale-tatuagem ou ambos.

Janeiro foi um mês OSSO. Foi muito difícil passar por ele, ainda está sendo.

Mas apesar de todas as coisas tristes, muita coisa bacana aconteceu. E eu não posso me esquecer delas também. Os amigos que estão sempre ao meu lado, e o namorado que é realmente um amor. Paciente e cuidadoso comigo nessas horas complicadas.

Tô confiante com esse ano, com meus 25 anos. Cheia de planos, inspirada e segura. Só preciso que minha saúde pare de me dar sustos.

A bem da verdade é: tudo tende a ser melhor do que nunca.

Quero vocês comigo nessa empreitada.

Eu e as receitas da Boa Forma

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Ontem eu estava curtindo uma espera de uma hora e meia pela minha mãe (que está fazendo um tratamento estético em mim que deixará Gisele Bündchen de queixo caído), e nesse meio tempo fiz o que toda mulher em um salão faz: li revistas que acabam com a minha, com a sua e com a nossa auto-estima.

Mas eu fui forte. Li LOLA e passei pelas páginas com aquelas promoções de bolsas que custam UMDREBDOQVMQD* sem me abalar. Li NOVA e não ri das páginas do sexo lacrado com aquelas posições de lagartixas exibicionistas, li CARAS e fiquei sabendo coisas sobre pessoas que eu não sei quem são e tudo continuou ó-kay.

Mas foi lendo Boa Forma que o bicho pegou.

Claro, né? Estava sentada em um salão, depois de uma hora de trânsito e mais uma hora e meia de espera pra fazer um tratamento estético corporal. Se eu não me abalasse com a Boa Forma, já estaria apta a dar palestras motivacionais. Além disso:

- exercícios de 15 minutos em casa que deixam você linda em um mês? my ass.

- exercícios em casa que contam com uma bola que não cabe nem na minha sala;

- é muito photoshop pra pouca celulite.

Mas foi útil. Dei uma olhada em várias dietas que podem me ajudar na meta “ter um corpo (lindo) compatível com meu pouco peso”.

E, vou dizer: estou confiante com os resultados prometidos, afinal, temos que ter atitude e fé, porque se fé acabar com gordura localizada, amiiiiiiiiiiiga, vai ser sucesso.

Como acredito que todas muitas mulheres (inclusive as que pesam 50kg, como eu) queiram participar da ditadura da moda e da beleza, fiz uma listinha de compras pra auxiliar quem queira fazer algumas das dietas sugeridas pela Boa Forma.

Peguei principalmente os alimentos que estão presentes em quase todos os cardápios sugeridos. E tá em word, dá pra editar depois de baixar o arquivo:

Cardápio – Corpo lindo 2012

Sou ou não sou uma fofa? Mereço ou não mereço um carro alegórico em minha homenagem com uma mulher magra, phyna e ryca me interpretando? Mereço.

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*UMDREBDOQVMQD - um milhão de reais em barras de ouro que valem mais que dinheiro

As resoluções cafonas para 2012

Alerta: esse post é tão, mas tão #classemediasofre que se você não tomar uma pílula de futilidade ou um café com syrup de bom-humor, nem pense em continuar.  Se quiser, leia esse post com essa ótima playlist que achei perdida no meu GReader.

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Dizem que tem crise dos 30, dos 40, dos 50, mas eu to passando pela crise dos 25 anos. Não é que eu tenho celulite? Não é que a barriguinha tá aparecendo? Não é que eu quero mudar mesmo o visual e aparecer loira e cheia de tatuagens?

Começo, portanto, com um desafio: ir aos tratamentos estéticos 3x por semana, como combinado. O que dificulta é que minha mãe é a esteticista e, se você já está arrancando seus cabelos e perguntando “por que ISSO dificulta?” a resposta é muito simples: eu não pago pelo tratamento o que me faz ser um pouco negligente com ele. Além disso, tenho que me encaixar na agenda dela, o que pode me fazer perder aquela cervejinha com a galera (mais celulites!!)

Bom, se eu for uma boa garota comigo mesma, se meu namorado prometer seguir e me ajudar com a dieta do “NO creme de leite NO leite condensado NO queijos YES cenoura YES salsão” como ele acabou de dizer no gtalk, será ótimo. Eu entrarei na linha, poderei desfilar de biquíni na Sapucaí e sambar na cara da sociedade.

Depois, o próximo desafio é mudar o visual. Quero me vestir como uma japonesa ocidentalizada que tem referências nova iorquinas de moda, só que menos. Tá liberado até legging com meia fio 60 por cima.

E ler mais livros em 2012. Li vários ano passado, mas média caiu muito. Assim como as idas aos museus, cinema etc.

E, pra ninguém dizer que só penso em frivolidades, vou até mostrar minha listinha de janeiro para vocês:

- Neve, Orhan Pamuk (veio comigo de 2011, dei uma parada, mas vou voltar)

- Dormindo com o inimigo, Hal Vaughan

- Daytripper, Gabriel Bá e Fábio Moon

Além disso, em 2011 descobri (graças a mudança pra casa do mocinho) que cozinhar definitivamente é um hobby, portanto vou explorá-lo melhor.

Jantando na casa de uma amiga esses dias descobri essas duas preciosidades: O grande livro dos ingredientes e a Enciclopédia da gastronomia francesa. Os dois são riquíssimos em imagens com instruções claras e ótimas dicas. Eu ainda não comprei nenhum deles e meu aniversário tá chegando, ok? hohoho

Vou testar algumas dessas preciosidades de receitas e outras tantas anti-celulite que eu achei por aí e repasso, assim como as resenhas e opiniões sobre os livros que lerei, filmes que verei, exposições que visitarei (mais uma meta).

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Se a mudança que eu sou nesse mundo é passar receitas, que seja

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Não quero decepcionar Gandhi, né?

O mocinho disse pra mim ontem que eu sou responsável por ele comer quantos pedaços de frangos forem possíveis, caso eles estejam na panela. É um abuso! “Estou engordando por sua causa”. Mereço?

A solução: ao invés de fazer dez pedaços com a esperança de colocar na geladeira o que sobrar pra não precisar cozinhar no outro dia, fazer somente quatro: dois pra cada. Comeu, Cabô. Continua todo mundo feliz comendo franguinho gostoso e eu não serei mais acusada com esses impropérios, right?

(Detalhe: ontem jantamos pão de queijo com requeijão, requeijão de cheddar e creme de cebola e alho e a culpa é do meu frango!!!!)

Bão, vamos ao que interessa!

Frango ao molho:

A primeira lição para essa receita é: não se reprima.

Escolha os pedaços que mais te apetecem. Lá em casa gostamos demais das coxinhas e meios da asa, mas dá pra fazer com sobrecoxa, coxa, peito. Não tem recriminação.

Quanto aos temperos é a mesma coisa. Use aqueles que você gosta! Eu vou dar as minhas dicas aqui, mas dá pra substituir ou somar, sem problemas.

Para mim essa é a magia do frango ao molho: é uma receita libertária! É só lembrar do básico que o resto é por conta própria.

(Não chego nunca na receita! Tô parecendo o Rolando Lero…)

Ingredientes:

8 pedaços de frango da sua preferência (descongelados, viu!?)

1/2 colher de sopa de: coloral, cominho, pimenta do reino, pimenta branca

1 tablete de caldo de galinha ou legumes

1 colher de manteiga

1 cebola picada

1 tomate

2 alhos

1/2 xícara de cebolinha e 1/2 xícara de salsinha

Quanto baste de sal

Preparo:

Antes de começar a fazer o frango, pegue o tablete de caldo de galinha, jogue um copo americano (mais ou menos 200ml) de água e deixe no fogo até ferver. Reserve.

Jogue uma colher de sopa de manteiga na panela e vá jogando os frangos até dar uma douradinha.

Depois jogue a cebola (se precisar, coloque um pouquinho mais de manteiga), refogue.

Jogue o alho e refogue, em seguida jogue o tomate e mexa bastante.

A essa altura o frango já deve ter começado a soltar água. Então fica mais fácil ele ser refogado. Se ele tiver soltado pouca ou nenhuma água e você perceber que não vai dar pra continuar refogando sem queimar os ingredientes, coloque um dedinho do caldo de galinha que você ferveu.

Agora é hora de ir jogando os temperos, deixe o sal pro final. Você só vai utilizá-lo se precisar ajustar, já que o caldo de galinha é bem salgado.

Deixe uns 15 minutos na panela tampada, mas fique de olho pra ver se o frango não está secando e mexa regularmente. Se houver pouco molho, vá jogando mais um dedinho do caldo de galinha e deixe dar uma cozinhada.

Depois desse tempo, dá uma experimentada e vê se ele tá macio, pronto pra consumir, se já “pegou” o tempero. Se sim, coloque a cebolinha e a salsinha, mexa por um minuto e já está pronto.

Caso contrário é só colocar os temperos que você julga necessário, esperar mais alguns minutos e pronto!

Agora é só engordar! Dá pra duas pessoas que comem bem ou para três que comem pouquinho.

Ah, esqueci de contar um segredinho: na feira da Roosevelt que rola no domingo (fica na Rua Guimarães Rosa, até às 13hrs) tem uma Sra morena, bem no meio da feira, do lado esquerdo, que vende uma quantidade obscena de temperos. Tem algumas outras que vendem, mas você vai reconhecer esta porque realmente é muito potinho colorido em volta!

Ela moe os temperos na hora e do jeito que você quiser. Se você curte, não economize: compre tudo! É uma loucura.

Bom, ela me vendeu um tempero pronto para frangos e peixes que vem limão e alho desidratados e coisas que eu não identifiquei, mas é uma delícia! Não é o caso de substituir nada na receita, mas dá pra temperar o frango com ele antes de fritar e depois obedecer todo o processo acima! Fica um must!

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